Todos de Jesus -- Igreja Progressista de Cristo - - - - - - - - - - - - - - - -
 
  Início
  Antes de tudo entenda o conceito
  Bíblia e Sexualidade
  Artigos
  Vídeos
  Notícias
  => Oração do Bispo gay Gene Robinson na posse de Obama
  => Reverendo Gay fará oração na posse de Barack Obama
  => Homem gay tem cérebro feminino!
  => Características???
  => Obama já possui plano de políticas para a comunidade gay
  => Censo de Portugal passa a considerar casais homo como famílias e Brasil quer o mesmo
  => Casamento Gay: Igreja acusada de abuso
  => Roberto Carlos diz que é a favor do casamento gay
  => Luteranos e o casamento gay na Suécia
  => Carlos Minc critica Homofobia das igrejas
  => Presbiterianos da Escócia decidirão se aceitam ou não os gays
  => Evangélicos instam Igreja da Escócia a aceitar o ministério de pessoas homossexuais
  => Luteranos nomeiam bispa lésbica
  => Pastores se negam a casar heterossexuais
  => Pesquisa: Lésbicas são melhores mães
  => Notícias anteriores
  => Sinagogas oferecem cerimônia para casais gays
  => Mórmons gays fazem petição à Igreja
  => Bispa lésbica é causa de polêmica
  => Acadêmico muçulmano diz que homossexualidade não é incompatível com o Islã
  => Reverendo Escocês diz que gays deveriam poder casar na igreja
  => Igreja Episcopal dos EUA aberta a consagrar novos sacerdotes gays
  => Igreja Episcopal elaborando oração para os gays
  => Católicos da espanha são a favor do casamento gay
  => Casal de lésbicas-70 anos de união!
  => Estudo mostra que filhos de casais gays crescem normalmente
  => Brad Pitt defende o casamento gay
  => Calendário sexy dos mórmons em mais uma tiragem!
  => Pastor lança livro de poesia gay
  => Pastor culpa gays por tornado que destruiu igreja
  => Igreja Luterana permite sacerdócio aos gays
  => Igreja Anglicana cria Coral Masculino Gay em São Paulo
  => A farsa dos grupos de terapia para gays
  => Estudo não encontra diferença entre crianças adotapas por casais homo
  => Igreja da Suécia aprova finalmente casamento religioso dos homossexuais
  => Ancião de 86 anos fala sobre direitos iguais para todos
  => Rapaz é internado por ser gay
  => Igrejas se unem contra homofobia
  => Igreja Anglicana elege nova bispa lésbica
  => Livro traz mensagens da Bíblia para gays
  => Pastor organiza marcha a favor da pena de morte para os gays
  => Filhos de casal lésbico impedidos de estudar em escola católica
  => Cantora gospel Jennifer Knapp assume que é lésbica
  => Igrejas evangélicas contra a homofobia
  => Presbiterianos tem primeiro pastor gay
  Humor
  Perguntas Frequentes
  Livros
  Homenageados
  Em que acreditamos
  Fale Conosco
  Ajude nosso ministério
  receba as novidades por e-mail
  Área de Membros
A farsa dos grupos de terapia para gays

Sergio Viula, um dos criadores do grupo que defende a “cura” da homossexualidade, se assume como gay e diz que tratamento é uma farsa.

Por Gisela Anauate

 

O carioca Sergio Viula, de 35 anos, foi um dos fundadores do Movimento pela Sexualidade Sadia (Moses), ONG evangélica que dá auxílio a pessoas que desejam abandonar a homossexualidade. Chegou a ser pastor da Igreja Batista, casou-se e teve dois filhos. Há um ano e meio, porém, assumiu ser gay, deixou a igreja e rompeu o casamento. Viula, atualmente professor de Inglês e estudante de Filosofia na Uerj, conhece como poucos os métodos dos grupos de ”reorientação” sexual. Sabe que não funcionam e critica o projeto de lei do deputado estadual Édino Fonseca (PSC) que prevê o custeio de tratamento psicológico para pessoas interessadas em ”virar heterossexuais”. O texto, condenado por psicólogos e psiquiatras, já passou por três comissões na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro e pode ser aprovado até o fim do mês.

(Obs: A entrevista é meio antiga. O projeto de Lei não foi aprovado)

ÉPOCA – Como surgiu o Movimento pela Sexualidade Sadia, que atua em várias denominações evangélicas?

Sergio Viula – O objetivo era a evangelização de homossexuais, que nada mais é do que fazer proselitismo religioso. Pretendíamos mostrar que a homossexualidade não é natural e deveria ser abandonada pelos que quisessem agradar a Deus. O Moses também queria dar uma resposta aos grupos gays, que tinham espaço na mídia.

ÉPOCA – Como o grupo pretende reverter a homossexualidade?

Viula – Vendem uma solução, enchendo as pessoas de culpa. No tempo em que eu estava lá, ouvia relatos de sofrimento e tentava arrumar razões para a homossexualidade, sempre ligadas à desestruturação familiar ou a traumas. Era um absurdo. O discurso do Moses é homofóbico e cruel: ”Jesus te ama, nós também, mas você precisa deixar de ser gay”. O homossexual continua sentindo desejo, mas com um pé no prazer e o outro na dor, com sentimento de culpa, medo, auto-rejeição. Criávamos uma paranóia na cabeça deles.

ÉPOCA -Quando você percebeu que o ”tratamento” era uma farsa?

Viula – A gota d’água foi quando um rapaz soropositivo, que chegou a ser da diretoria do Moses, morreu. Ele havia se envolvido sexualmente com dois integrantes do grupo. Um deles estava tão apaixonado que chorou mais que a viúva no enterro. Comecei a pensar que o grupo não funcionava nem para os que estavam dentro dele.

ÉPOCA – Nem para você?

Viula – Sou o melhor exemplo de que não existe ”cura” da homossexualidade. Sabia que era gay desde os 16 anos. As pessoas que dizem que mudaram, na verdade, continuam sentindo desejo. Um padre que é celibatário e heterossexual não deixa de ser heterossexual porque é celibatário. Um homossexual que não transa porque quer ä renunciar a isso pela fé é gay. Só não está em atividade.

ÉPOCA – O que acontecia nos bastidores do movimento?

Viula – Uma vez criaram uma célula de homossexuais que se reunia na Tijuca para fazer uma espécie de terapia em grupo. Em vez de virarem heterossexuais, começou a rolar paquera. Tinha gente que saía da reunião para namorar. Dentro do próprio apartamento que sediava os encontros aconteceram experiências sexuais. A célula acabou cancelada. Outra situação absurda ocorreu em um congresso da Exodus – grupo cristão internacional que combate a homossexualidade – em Viçosa. Os caras paqueravam e ficavam juntos durante o evento. A mensagem da militância gay, que se reuniu na porta, era: ”Nos deixem em paz”. Lá dentro, dizíamos que Deus transforma. Mas quem estava no evento fazia o mesmo que o pessoal de fora (risos). Era uma incoerência total.

ÉPOCA -Sua saída do Moses coincidiu com sua ‘’saída do armário”?

Viula – Sim. Há três anos abri o jogo com as lideranças da Igreja Batista e do Moses e me separei de minha mulher. Depois de um mês isolado, voltei para o casamento e para o Moses. Tinha chegado à conclusão de que era gay, mas não tinha resolvido a questão de fé em minha cabeça. Dois anos depois, me desliguei de vez.

ÉPOCA – Como sua família reagiu?

Viula – A relação com minha ex-mulher é amigável, mas com meus pais está extremamente abalada. São evangélicos e negaram a vida inteira que tinham um filho gay. Não suportaram ouvir de mim o que sempre quiseram esconder. Não nos falamos mais. Tenho um filho de 9 anos e uma menina de 12. Contei a verdade a ela e expliquei por que não podia continuar casado. Ela diz que me ama e não tem vergonha do pai.

ÉPOCA -A mensagem evangélica alimenta a homofobia?

Viula – A maioria dos evangélicos discrimina. O deputado Édino Fonseca é notadamente desequilibrado. Disse na Assembléia de Deus que os gays desejam fazer clonagem para criar um exército e dominar a sociedade. Há muitas pessoas desinformadas nos templos e, para elas, o gay é inimigo em potencial. O Moses deveria orientar as famílias assim: ”Seu filho é gay, mas pode ser saudável, bonito, inteligente e bem-sucedido, como qualquer heterossexual”. Isso nunca foi feito.

ÉPOCA -Você atualmente freqüenta alguma igreja?

Viula – Não. Mas isso não está só relacionado a minha homossexualidade. Conheço muitos gays que são religiosos. Abandonei a igreja por pensar que o Deus cristão é um mito. Mas acho importante militar por uma abertura na igreja. Como grupo social, ela tem de ter uma representatividade gay para não ser discriminatória. Não sou ativista, mas incentivo os movimentos gays, sobretudo o de Luiz Mott (Grupo Gay da Bahia), que foi massacrado por nós, do Moses. Neste ano, fui à ParadaGay do Rio pela primeira vez como homossexual assumido. Antes ia como evangelista. Foi uma experiência maravilhosa. Nunca estive tão em paz.


Leia também: O que é um "ex-ex-gay"
 
   
Advertisement  
   
=> Do you also want a homepage for free? Then click here! <=