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Entrevista com o Pr. Kleyton Pessôa

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O Pastor Gay

Ser Cristão e gay é possível?.


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Após estudar alguns anos no seminário teológico, Kleyton Pessôa decide fundar a Igreja Progressista de Cristo, voltada ao acolhimento de pessoas sem preconceito sexual. Em entrevista concedida à Faculdade Maurício de Nassau, Kleyton falou sobre o trabalho de conscientização contra a homofobia.

Faculdade Maurício de Nassau: Você se sente diferente dos outros por ser homossexual?
Kleyton Pessôa: Não. Eu acho que todo mundo é igual e a sexualidade de todo mundo é igual ao seu modo. O heterossexual gosta de mulher da mesma maneira que um homossexual gosta de homens. Acho que o tem diferença nisso.

FMN - Quando percebeu que tinha outra orientação sexual?
KP:  No  início  da  adolescência eu gostava  de um menino que estudava comigo  no colégio, acho que era na quarta ou quinta série.

FMN: Sente que as pessoas te tratam diferente?

KP:  Não.  Eu  não  vejo  esse preconceito  todo  que  as  pessoas falam. Acredito     que o   preconceito de   certa  forma é a pessoa quem faz. Pela atitude,    pelo modo  de  agir é que se gera o preconceito ou

não. Então se você é uma pessoa  respeitável  para  a  sociedade, a sociedade vai te tratar bem.

FMN: Já sofreu preconceitos?

KP: Graças a Deus nunca. Eu achava  que  sofreria  preconceitos, tinha muito medo, mas depois  de um tempo eu vi que não.  Inclusive  quando  grande parte dos meus amigos ficou sabendo que eu era gay, fiquei com medo,  achei  que  seria  vítima de preconceito, mas não.  Todo mundo  ficomais  amigo  que antes.

FMN: Como foi a sua auto aceitação?

KP: Foi difícil porque fui criado num meio evangélico muito tradicional, então eu tinha as idéias tradicionais que me passaram. Acreditava que era errado, que era pecado, que Deus odiava os homossexuais e que iam todos para o inferno. Sempre tive essas idéias e por isso tentei reprimir ao máximo, até um ponto que eu vi que não era possível. então tive que  pedir de  Deus essas respostas, tive que procurar um outro caminho, não distante de Deus, mas tive que buscar em Deus essas respostas para me aceitar.

FMNVocê  acreditqualguém com inclinações homossexuais possa optar por o mais  ser  homossexual  e  sim hétero?
KP
: De jeito nenhum (risos). No máximo, o que pode acontecer  é   ele  ser  celibatário. Optar por o  mais se relacionar  com  ninguém.  Se  ele for realmente umpessoa com muito autocontrole e tiver  uma motivação excelente. Mas acredito que é algo muito difícil  porque somos criados para amar.

FMN: Você acredita na eficácia dos tratamentos que visam curar as  pessoas da homossexualidade?
KP
:
 Não.  Até  porque  como eu  trabalho com pessoas que vem de igrejas e grupos de tratamentos  como  esses,  eu tenho visto muitos “ex-gays” que  agora são “ex-ex-gays”, ou seja,  depois de ter feito o tratamento   dizer  que  não era  mais  gay,  com  o  passar do tempo reconhecem que não adianta. Inclusive tenho acompanhado  histórias  de  fundadores  de grupos de terapia e “cura da  homossexualidade, tanto no Brasil quanto no exterior,  afirmando  que  é  tudo mentira e que os  tratamentos não funcionam.

FMN: Como surgiu a ideia de fundar a Igreja Progressista de Cristo?

KP: Na  época  que  eu  fazia seminário para ser pastor da igreja  que eu trabalhava anteriormente,  percebi  que  não daria certo por causa do preconceito  que  existia  não  só na igreja que eu  participava, como no meio cristão em geral. Você vai a uma igreja e escuta pregações preconceituosas, pessoas dizendo que os homossexuais vão para o inferno. Eu vejo  que  há  uma  quantidade enorme de  homossexuais nas igrejas  e  que  estão  sofrendo com essas  pregações preconceituosas.  Daí  teve  um  momento que eu parei e analisei a quantidade de homossexuais que eu conheci nas  igrejas e que tinham se afastado ao longo dos anos que passei na lá. Eles se afastaram porque a  igreja  não  tinha  aceitação para eles.

 

 

FMN: Como a IPC trabalha no sentido da conscientização contra o preconceito sexual?
KP: 
A IPC  procura  não  ser um "gueto" voltada para homossexuais apenas.  Fazemos um trabalho muito forte de conscientização  da  população  heterossexual. Então se você vai a uma reunião da IPC, você vê que  metade do grupo aproximadamente,  é  heterossexual. A gente procura conviver com todos em harmonia, participando das mesmas atividades em qualquer lugar que seja, para mostrar  que  não   diferenças e que todo são tratados da mesma forma.

 

FMN:Como você vê of uturo da IPC?
KP:    
A  igreja  tem  crescido muito em pouco tempo. estamos iniciando um projeto para abrir uma IPC em Goiânia ainda este ano. A nossa idéia não é que a IPC cresça no sentido de fundar várias igrejas,  não temos essa pretensão. A nossa idéia é crescer no sentido de conscientizar as  outras pessoas do meio cristão. Ou seja, para  nós,  nem  seria  importante que existisse a IPC. Ela só existe porque as igrejas têm preconceito. Se as igrejas com o tempo forem  perdendo  esse lado preconceituoso, a função da IPC se faz  desnecessária. Então a nossa idéia é crescer enquanto  for  necessário.  Temos que quebrar o preconceito no meio cristão tradicional.

 

FMN:  Como  a  IPC  reagiu quanto à aprovação do pro- jeto  de lei que torna crime a discriminação e o preconceito contra homossexuais?

KP: Nós estamos felizes e comemorando porque o projeto de lei foi aprovado pelo congresso. Sabemos que é resposta das nossas orações. Ao mesmo tempo em que os fundamentalistas estavam fazendo passeatas em Brasília com cartazes de preconceito e homofobia, passando  o  ódio   deles,   nós orávamos porque sabemos que Deus ama todas as  pessoas e que todos são iguais diante de d'Ele. Por isso a nossa oração foi que o projeto de lei  fosse aprovado não por uma questão de orgulho ou para ser melhor do que ninguém. Eu não posso forçar  ninguém  a  me  amar, mas a lei pode fazer com que alguém não me linche na rua ao menos.

 

FMN: Qual o posicionamento da IPC para os membros que decidem  não se expor ou as- sumir  publicamente que são gays?

KP:  A IPC é neutra em relação à posição que a pessoa vai ocupar  na sociedade, no sentido de ser discreta ou assumida. A igreja em si não procura se expor demais nem  expor o público.  Então   essa   pessoa tem todo um acolhimento  no nosso meio. Se ela preferir a gente  não  coloca  fotos  dela nem  no site nem no orkut ou em qualquer veículo que ligue essa pessoa à igreja. Procuramos  respeitar  ao  máximo  a privacidade  do indivíduo. Criamos  um ambiente para que o indivíduo  possa conviver com todo tipo de  pessoas. A igreja procura ser neutra e apoiar a pessoa ao máximo, se a pessoa quer passar dez anos sem nunca contar ou se sai gritando “eu sou gay”, a igreja vai respeitar a sua decisão.

 

 

 

 
   
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